Jungla

by Catherine Métayer
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INTRO
Standing in the centre of one of Carnovsky’s RGB Jungle exhibits, magic happens. Under the haze of RGB-filtered lights, giant wallpapers present superimposed scenes of jungle fantasy that flash before your eyes. A glowing green reveals luscious plant vegetation, a warm blue, a marching collective of monkeys and a violent red, a flock of wild animals. One is enveloped by a vivid feeling of dreaminess, a childlike fascination, while pealing through layers of meaning.

RGB is one amongst many projects created by the Milan-based design duo, Carnovsky, composed of Silvia Quintanilla & Francesco Rugi. It has taken various forms: covering the walls and ceiling of the East-London bar Dream Bags-Jaguar Shoes, an entire room of the Yoyogi National Stadium in Tokyo while planting the backdrop of the avant-garde store, The Kitchener, in Bern (Switzerland). Sometimes-Always visited an RGB Jungle last summer at the Space Gallery in the East-coast oceany city of Portland, Maine (USA).

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INTERVIEW WITH FRANCESCO RUGI
Your RGB Series mainly explores what you call “surface’s deepness”. What does this consist of and how do you achieve it?
The idea is that there are many different levels of meanings in the things. What you see for the first time maybe can hide other meanings, other worlds. And what is supposed to be flat maybe is not. Actually the idea of “surface deepness” is a quotation of Alessandro Mendini (Cosmesi universale, Domus Moda 1, 1981). He was talking about the idea of “change” and how he likes the idea of mutation of the things rather than the stability, the indefiniteness rather than certainty, and how he loves to consider his drawings like something ephemeral, which continuously mutate. So actually this is what we try to do, off course in a different way and also with different meanings from what Mendini did or is doing.

Why did you choose the theme of “the jungle”? Was it a purely aesthetic decision or because of its “layering” possibilities?
We decided to make “la jungla” because since we started working we had in mind the jungles or very tangled and dense forests, maybe because of our love for Rousseau paintings, Kipling’s books and Herzog’s movies… but it took some time to be able to imagine how we could design them and express all their complexity, their mystery and their magic… it was a sort of aesthetic-narrative decision. At the end we have a jungle with its vegetation and animals… and suddenly an entire guffawing monkey’s tribe appears, in the rosette they entwine themselves as if they were dancing.

When Sometimes-Always visited your -RGB The Jungle – exhibit in Portland, the enticing beauty and the vastness of your screenprinted wallpapers overwhelmed us. How did you manage to produce such large and high quality pieces, and to renew that challenge multiple times in different cities?
We have to say that the installation at the Space gallery in Portland was no screen-printed but actually digitally printed. It would be virtually impossible to manage such large prints with the traditional screen-print technique. So what we do usually for installations is to go digital. Nowadays the inkjet technique has reached a stunning level of quality and allows people to do huge printed installation with affordable budget. We usually prefer to use for the installation the beautifully digitally printed wallpapers that we produce ourselves. However sometimes it comes up that for some reasons, for certain exhibitions it’s simpler and less expensive to have the print job done locally. That’s the case of the show in Portland. They printed in USA: we have provided the files and colours reference and follow the job. It’s usually not easy to print our stuff, because the colours have to be very precise, otherwise they don’t work properly with the lights, but we should recognize the guys in Portland did a marvellous work and we were very happy with the quality. Also the process was quick and with just a couple of test we achieved the desired quality.

What is the extent of your RGB undertaking? Have you been working on themes other than the jungle, with different lights and wallpaper compositions?
For us RGB is a really wide project… as it is a project about the surface, about the skin of the things, the possibilities are almost infinite so we are exploring it in terms of new applications, subjects and materials. We started with the wallpapers and now we are exploring other techniques of reproduction on the wall, also we have done some limited edition pieces: some prints and a deck of cards. Last year we launched the foulards and it was really interesting to work with a soft and light material as the silk that distorts the image adding new meanings through movement and transparency. Talking about themes other than the jungle we have a series with the human body and the deck of cards is based on the traditional Sardinian ones. Now we are exploring other subjects and also making experiments with different lights, which is exciting.

In the hopes that we may stumble upon one of your installations again very soon, what projects are you and Silvia crafting at the moment?
Besides what we mentioned before, we are almost finishing our first approach to furniture with RGB that we expect to reveal soon and we are working on a collection of hand made carpets and tapestry.

por Catherine Métayer

INTRO
Ao ficar de frente pra uma das peças da exposição ‘RGB Jungle’ do Carnovsky, mágica acontece. Sobre a névoa de luzes com filtros em RGB, papéis de parede gigantes apresentam cenas sobrepostas de fantasias selvagens que saltam sobre seus olhos. Um verde incandescente revela exuberantes vegetações, um azul quente, uma coletivo de macacos marchantes e um vermelho violeta, um bando de animais selvagens. Você é tomado por um sentimento de devaneio, um fascínio infantil enquanto se emerge em camadas de significação.

RGB é um de vários projetos pelo duo de design baseado em Milão, Carnovsky, composto por Siliva Quintanilla e Francesco Rugi. O projeto tomou várias formas: cobrindo as paredes e o teto do bar no leste de Londres ‘Dream Baggs-Jaguar Shoes’, uma sala inteira do ‘Yoyogi National Stadium’ em Tóquio enquanto servia como pano de fundo da loja de vanguarda, ‘The Kitchener’, em Bern (Suíça). No último verão visitamos um ‘RGB Jungle’ na ‘Space Gallery’ em Portland, Maine (EUA).

ENTREVISTA COM FRANCESCO RUGI
Sua série RGB explora principalmente o que vocês chamam de “profundidade superficial”. De que isso se consiste e como vocês atingem esse efeito?
A ideia é que existem diferentes níveis de significado nas coisas. O que você vê a primeira vista pode esconder outros significados, outras palavras. E o que era pra ser plano pode não ser. Na verdade, a ideia de “profundidade superficial” é uma citação de Alessandro Mendini (Cosmesi universale, Domus Moda 1, 1981). Ele fala da ideia de “mudança” e como ele gosta da ideia de mutação das coisas ao invés da estabilidade, da indefinição ao invés da certeza, e como ele amava considerar seus desenhos uma coisa efêmera, que continuamente se transformam. Então isso é o que a gente tenta fazer, claro, de maneiras diferentes e com um significado diferente do que o Mendini faz ou fazia.

Por que você escolheu o tema da “selva”? Foi uma decisão puramente estética ou por causa da possibilidade de explorar as camadas?
A gente decidiu fazer “la jungla” porque desde que a gente começou a trabalhar, tínhamos em mente a selva ou florestas super densas, talvez por causa da nossa paixão pelas pinturas do Rousseau, os livros do Kipling e os filmes do Herzog… mas levou um tempo pra conseguirmos imaginar como poderíamos desenha-la e expressar toda sua complexidade, seu mistério e sua magia… foi meio que uma decisão estética-narrativa. No fim tínhamos uma selva com sua vegetação e seus animais… e de repente uma tribo de macacos dando gargalhadas aparece, eles se entrelaçam na roseta como se estivessem dançando.

Quando visitamos sua exposição – RGB Jungle – em Portland, a beleza atraente e a vastidão dos seus papéis de parede nos esmagou. Como você conseguiu produzir silks tão grandes e com uma qualidade tão boa, e refazer esse desafio várias vezes em cidades diferentes?
Tenho que dizer que aquela instalação na Space Gallery em Portland não era silk mas na verdade impressão digital. É praticamente impossível fazer silks daquele tamanho com uma técnica de serigrafia tradicional. Então o que a gente geralmente faz é impressão digital. Hoje em dia a técnica de jatos a tinta alcançou um patamar de qualidade excelente e permite com que as pessoas imprimam instalações gigantescas por um preço aceitável. Geralmente e a gente prefere usar os papéis que nós mesmos produzimos e imprimimos. No entanto, às vezes, por algum motivo, pra algumas exposições é mais simples e barato fazer a impressão no local. Esse é o caso da exposição de Portland. Eles imprimiram nos EUA: a gente forneceu os arquivos e as referências para as cores e eles tocaram o trabalho por lá. Não costuma ser fácil imprimir nossas coisas porque as cores têm que ser super precisas, se não elas não funcionam adequadamente com as luzes, mas devemos reconhecer que os caras em Portland fizeram um trabalho maravilhoso e ficamos muito satisfeitos com o resultado. O processo também foi rápido e com apenas alguns testes chegamos na qualidade desejada.

Como anda a extensão do seu projeto RGB? Você tem trabalho com temas diferentes além da selva, com luzes e composições diferentes?
Pra nós o RGB é um projeto muito grande… por ser um projeto sobre a superfície, sobre a pele das coisas, as possibilidades são quase infinitas, então estamos explorando novas formas de aplicação, temas e materiais. Começamos com os papéis de parede e agora estamos explorando outras técnicas de reprodução na parede, e também fizemos algumas peças com edições limitadas como prints e um baralho. No ano passado lançamos os lenços e foi muito interessante trabalhar com material leve e macio onde o silk distorce a imagem adicionando novos significados através de movimento e transparência. Falando sobre temas que não sejam a selva, a gente tem uma série com o corpo humano a o baralho baseado naqueles tradicionais da Sardenha. Agora estamos explorando outros temas e também experimentando novas luzes, que tem sido muito divertido.

Na esperança de que vamos cruzar com alguma das suas instalações o mais rápido possível, em quais projetos você e a Silvia estão trabalhando no momento?
Além do que já mencionamos antes, estamos quase terminando nosso primeiro objeto de mobiliário com RGB que esperamos revelar logo, e estamos trabalhando numa coleção de carpetes feitos a mão e tapeçaria.

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