Hotel: Rua Treze de Maio, 886
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Há algumas semanas atrás saímos em busca de hotéis baratos pela cidade de São Paulo, e aquilo que achávamos ser uma tarefa fácil acabou sendo muito mais complicado. Partimos em cinco pessoas numa sexta-feira a noite a procura de um quarto que não custasse quase nada. Já tinhamos um destino em mente, um hotel em frente a Estação da Luz. Chegando lá, fomos recebidos com receio e não fomos aceitos. Procuramos mais alguns hotéis pela região da Luz, Vale do Anhangabaú e outros no eixo do Elevado Costa e Silva. Em todos esses, obtivemos a mesma resposta: não. Os hotéis alegavam que aquela era uma noite de muito movimento e que também não queriam ser expostos. Basicamente, esses hotéis são zonas de prostituição e tráfico de drogas. Os quartos se assemelham a quartos de motéis e você pode optar por pagar por hora. Finalmente, conseguimos um quarto nesse hotel na Rua Treze de Maio, 886, no bairro do Bexiga. Uma casa geminada, com milhares de corredores, escadas e quartos temáticos improvisados en todos os cantos do lugar. Escolhemos o quarto da galáxia, que tinha todas suas paredes pintadas com temas espaciais. Para chegar nesse quarto, tínhamos que passar por um quintal aberto que funcionava como depósito. Quando uma tempestade caiu no meio da noite, ficou impossível de passar por aí sem se molhar. A suíte era simples, com roupas de cama velhas, um som quebrado, uma janela que dava pro muro dos fundos e algumas camisinhas e escovas de dente em cima da cama. Todo o mobiliário era extremamente velho e mal cuidado, todo queimado de cigarro e cheio de belas texturas. O preço, R$25,00 por pessoa. O hotel parecia vazio. O único hóspede que encontramos ali foi Dona Bonitinha, que parecia amiga da casa. Dona Bonitinha chegou no Hotel por volta das três da manhã acompanhada de um homem que não tinha mais do que 25 anos. Ela não estava muito pra conversa, mas parecia uma figura interessantíssima. Enfim, conseguimos um ensaio talvez frio demais mas que representa um pouco desse lugar. De uma forma ou de outra, nosso interesse maior é de retratar esses espaços quanto à sua arquitetura, linguagem e funcionamento, além dos personagens que encontramos e que se sintam a vontade pra serem retratados aqui. We went out in five people on a Friday night looking for a room that should cost almost nothing. We had a destination in mind, a hotel right in front Estação da Luz. Arriving there, we were greeted with suspicion and not accepted. We tried another hotels in the surroundings of Luz, Vale do Anhangabaú and others in the axis of Elevado Costa e Silva. In all these we obtained the same answer: no. The hotels claimed that it was a busy night and also they did not want to be exposed. Basically, these hotels are areas of prostitution and drug commerce. The rooms are like motel rooms and you can choose to pay for the hour or for the whole night. Finally, we got a room at this hotel in Rua Treze de Maio, 886 in the neighborhood of Bexiga. A house with thousands of corridors, stairways and themed rooms improvised all over the place. We chose the galaxy room, which had all its walls painted with space themes. To reach this room, we had to go through an open courtyard that functioned as a deposit. When a storm hit us in the middle of the night, it was impossible to move around without getting wet. The suite was simple, old linens, a broken stereo, a window facing the back wall and some condoms and toothbrushes on the bed. All the furniture was extremely old and in disrepair, all burnt of cigarettes and full of beautiful textures. The price, R$25.00 per person. The hotel seemed empty. The only guest we find there was Dona Bonitinha (Mrs Pretty), who seemed friendly home. Dona Bonitinha arrived at the Hotelaround three in the morning accompanied by a man who had no more than 25 years old. She was not much for conversation, but she seemed an interesting figure. Finally, what we got is maybe a cold shoot of the place. In one way or another, our major interest is to portray these spaces for their architecture, language and functioning, in addition to the characters we may meet that feel the desire to be portrayed here.
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